Algo como passar os dedos pelo teclado, me fez lembrar que ainda tinha um canto pra escrever.
Algo como saber que alguém poderia ainda ler, me fez novamente querer escrever.
Algo que talvez eu ainda tinha pra dizer em palavras tão óbvias e sem graça, me fez ficar acordada pra escrever.
Algo como um amigo de longe e de perto, me fez tanta saudade, que a única solução entre tantos soluços foi tentar escrever.
Algo como só a saudade para me fazer escrever depois de tanto tempo guardada dentro de uma tristeza inata que muitas vezes me impede de querer escrever.
Flora V.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Dentro da sala escura
A matéria do professor Malini me pede que eu mantenha um blog em que eu possa utilizar mus dotes de jornalismo online.
Tenho tentado, mesmo. O blog não ficou tão bonito quanto eu queria e receio que o meu coeficiente possa descer mais redondo do que dos meninos de engenharia.
Quem quiser dar uma olhada ou aprender ou saber algo sobre documentários, acesse o www.dentrodasalaescura.blogspot.com
Não ando cheia de poesias nem ironias nem pessimismo e por isso não postei nada decente.
Flora V.
Tenho tentado, mesmo. O blog não ficou tão bonito quanto eu queria e receio que o meu coeficiente possa descer mais redondo do que dos meninos de engenharia.
Quem quiser dar uma olhada ou aprender ou saber algo sobre documentários, acesse o www.dentrodasalaescura.blogspot.com
Não ando cheia de poesias nem ironias nem pessimismo e por isso não postei nada decente.
Flora V.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Culpa
Na maioria dos joguinhos de luta têm um chefão. Pra passar pra próxima fase é preciso vencê-lo. Não basta ter apenas habilidade, paciência e jogo de cintura, tem que ter muita coragem e pouca consciência.
A culpa se tornou o Chefão mais complicado no meu jogo e eu realmente (por enquanto)não consigo vencer de jeito nenhum. Já levei alguns golpes na consciência, que insiste em me fazer desistir. Penso que deve ser falta de tempo querer jogar uma vida fora e usar outra,mas os joguinhos sempre assumem o papel contrário, o de entediar. É claro que eu também não sou muito discplinada e lanço golpes no ar, mas quem é que já nasceu sabendo lutar?!
Acredito que tenho muito do que me arrepender por pisar em falso e pular na hora errada, mas a Culpa fica protelando e nunca me dá o golpe mortal...E assim ficamos nós: eu dou um tapa na cara da culpa e ela me devolve outro na mesma intensidade, sem GAME OVER.
Flora Viguini.
A culpa se tornou o Chefão mais complicado no meu jogo e eu realmente (por enquanto)não consigo vencer de jeito nenhum. Já levei alguns golpes na consciência, que insiste em me fazer desistir. Penso que deve ser falta de tempo querer jogar uma vida fora e usar outra,mas os joguinhos sempre assumem o papel contrário, o de entediar. É claro que eu também não sou muito discplinada e lanço golpes no ar, mas quem é que já nasceu sabendo lutar?!
Acredito que tenho muito do que me arrepender por pisar em falso e pular na hora errada, mas a Culpa fica protelando e nunca me dá o golpe mortal...E assim ficamos nós: eu dou um tapa na cara da culpa e ela me devolve outro na mesma intensidade, sem GAME OVER.
Flora Viguini.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Quebrado!
Tudo que é novo sempre me traz sensações boas. É um gosto diferente na boca, uma textura duvidosa, um cheiro peculiar...É o medo de se entregar ao que pode ser uma grande cilada sem freios.Sei que é bom ao mesmo tempo que me corta ao meio.
Assim eu vou sentando, deitando e me acomodando ao recente. O costume e o comodismo destroem todos os relacionamentos.Você perde o medo ao carregar uma coisa frágil pra cima e pra baixo.De tanto conhecer e estar habituado, não é possível sentir o temor da coisa.Até que as mãos confiantes vacilam e levam tudo ao chão.
Não há cola e habilidade que junte o que foi quebrado. Não há amor que resista aos cacos triturados, de tamanhos desiguais, incompatíveis.
Eu poderia tentar juntar tudo com a língua, colar com a saliva e sangrar os lábios que um dia só desejavam beijar o seu sorriso. Acontece que nem é possível mais fazer esse levantamento de peso, sobreviver ao sado masoquismo de viver pra você- Estou quebrada nos ossos e no bolso.
Você deixou de ser vício e eu que aprenda agora a parar de quebrar pratos limpos.
Flora V.
Assim eu vou sentando, deitando e me acomodando ao recente. O costume e o comodismo destroem todos os relacionamentos.Você perde o medo ao carregar uma coisa frágil pra cima e pra baixo.De tanto conhecer e estar habituado, não é possível sentir o temor da coisa.Até que as mãos confiantes vacilam e levam tudo ao chão.
Não há cola e habilidade que junte o que foi quebrado. Não há amor que resista aos cacos triturados, de tamanhos desiguais, incompatíveis.
Eu poderia tentar juntar tudo com a língua, colar com a saliva e sangrar os lábios que um dia só desejavam beijar o seu sorriso. Acontece que nem é possível mais fazer esse levantamento de peso, sobreviver ao sado masoquismo de viver pra você- Estou quebrada nos ossos e no bolso.
Você deixou de ser vício e eu que aprenda agora a parar de quebrar pratos limpos.
Flora V.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Noite curta

No que mais parecia um curta
numa noite longa se transformou
as horas já não eram restritas e o dia já não era manhã
Para um dia que não é nada
anos e anos se passaram num simples embolamento de sentidos
Pularam, portanto, todas as burocracias
fechados dentro de um quarto, ela dizia:
-Parece até cinema.
e ele respondia:
-Parece que te conheço há anos e não há poucos dias.
Enfim, cinema é o que foi feito
com o sexo na mão e uma ideia na cabeça
até o Glauber Rocha poderia dizer que a vida tem dessas coisas de imitar a arte.
o Prólogo, bregamente, gritaria:
- Ah!deixa disso, sem essa...
estamos fartos de tanto pieguismo.
Flora V.
domingo, 1 de março de 2009
NADA
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Carta ao pai.

Ao pai que não vai ler as palavras que nunca teve coragem de parar para ouvir
Ao ausente que se sente só quando muito deixou o outro sozinho também
Aos abraços que sempre foram de lado e nunca de frente
Aos beijos mecânicos na testa e as frases feitas de costume por assim dizer
Pelas lágrimas medrosas e covardes que ele não secou
Pela força que parecia ser coragem, mas era só segurança para o outro
Pelos gritos e palavrões que eram nada mais que preocupação
Pela raiva que era só saudade
Pelo amor que não sabia como dizer
Pela fotografia que era a pouca lembrança feliz
Ao perdão que finalmente eu te dei e que você também me deu
pelo nosso mais recente abraço comovente, eu te perdôo e você me perdoa
porque somos diferentes e iguais assim
Flora V.
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